segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bacilo da tuberculose contamina 18 bebês em Campinas


Chegou a 18 o número de bebês contaminados com o bacilo da  tuberculose na maternidade do hospital Madre Theodora, em Campinas, no interior paulista. O balanço das primeiras 166 análises de crianças, que nasceram entre janeiro e junho [2012] e que tiveram contato com o foco de transmissão [profissional da saúde com doença ativa - Mod. RNA] do surto investigado pela Secretaria da Saúde,  indica que [pode vir a passar - Mod. RNA] deve passar de 100 o total de recém-nascidos infectados.
Os 18 casos são uma parcial dos exames feitos até agora, de 354 análises que serão realizadas no primeiro grupo. Cinco dos bebês estão com a tuberculose [doença ativa primária - Mod. RNA] e sendo tratados com 3 tipos de antibióticos por 6 meses. Os outros 13 foram contaminados com o bacilo, mas não adoeceram [infecção latente, sem doença ativa - Mod. RNA]. "Chamamos de infecção latente, essas  crianças também terão que passar por tratamento [profilaxia - Mod. RNA] por 6 meses, mas com apenas 1 tipo de droga", afirma a coordenadora do programa de tuberculose, da prefeitura de Campinas, Maria Alice Satto.
Outros 3 casos não apresentaram traço [evidências microbiológicas - Mod. RNA] do bacilo, mas o quadro clínico e o histórico de saúde fizeram com que fossem pedidos exames mais detalhados para se confirmar ou descartar a tuberculose.
 "A incidência atual é de 7,8% e não haverá grande variação. A maioria das crianças não teve contato direto com a funcionária do hospital suspeita de ser ter transmitido a doença", explica a coordenadora. A Secretaria de Saúde estima, a partir desses números, que vai [pode, potencialmente - Mod. RNA] passar de 100 o total de crianças com infecção latente do grupo de 1.300 analisados.
A origem da contaminação foi uma técnica em enfermagem que trabalha no hospital, que foi diagnosticada com tuberculose, após a notificação da vigilância, e está afastada para tratamento.
A tuberculose é uma doença infecciosa que tem cura. Em recém-nascidos, tanto o diagnóstico como o tratamento são mais difíceis [o tratamento, nem tanto - Mod. RNA]. É uma doença que afeta principalmente os pulmões, transmitida pelo ar, pelas gotículas de saliva. Bebês não são considerados transmissores da bactéria.
Faltam 188 crianças para serem examinadas no primeiro grupo de 354, formado pelos que tiveram contato direto com a enfermeira, informa Maria Alice. Em seguida, começarão os exames em outros 1.000 bebês.
Para análise das crianças nascidas nesse período [janeiro/2012 à junho/2012 - Mod. RNA] no Madre Theodora, foi montado pela Secretaria de Saúde um protocolo de diagnóstico em parceria com as universidades de Campinas. O documento prevê, entre outras coisas, análise de curva de crescimento, desenvolvimento dos bebês, raio X de tórax e testes com reagentes [PPD - Mod. RNA].

Para ver a nota da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, acesse: http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=15805

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