sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Fatores de risco para mortalidade fetal em maternidade




A mortalidade fetal, apesar de elevada no Brasil, é pouco estudada quanto à sua determinação. Um estudo caso-controle aninhado foi feito para investigar os determinantes da mortalidade fetal em uma população usuária dos serviços públicos de uma região do Rio de Janeiro, de 2002 a 2004. Os dados foram coletados por meio de entrevista com as puérperas e complementados em prontuários e cartões de pré-natal. Os casos foram óbitos fetais com peso igual ou superior a 500g e os controles foram nascidos vivos no mesmo período. Para análise estatística, usou-se um modelo hierárquico de fatores sócio-econômicos e psicossociais (nível distal), reprodutivos, comportamentais e assistenciais (intermediário) e características biológicas do feto (proximal). Destacaram-se vínculo empregatício, situação marital estável, acompanhante na admissão e pré-natal adequado como protetores de mortalidade fetal, enquanto violência doméstica, morbidade na gravidez e crescimento fetal restrito aumentaram o risco. O pré-natal se mostrou importante estratégia de redução do risco nesta população.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Césárea e Amamentação


 

 O reconhecimento dos benefícios do aleitamento materno tem levado à busca das causas de seu insucesso freqüente e interrupção precoce. A eficiência de medidas de intervenção para promover o aleitamento depende, principalmente, da identificação de mães com risco aumentado de não iniciar ou interromper precocemente a lactação. Esse risco tem sido associado, dentre outros fatores, com o tipo de parto, particularmente com cesarianas.
A comparação de alguns estudos que relataram um risco aumentado de problemas na lactação entre mães submetidas a cesarianas à outros que relatam o contrário, traz dualidade ao entendimento,da influência  negativa da cesárea em relação à lactação.

Para conferir, acesse na íntegra o artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101998000300004

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vacina Contra Gripe em Gestantes: Fique sabendo!!!



A vacinação de mulheres grávidas contra a gripe também ajuda a proteger a saúde dos bebês antes e após o parto, indica um estudo publicado no American Journal of Public Health. Baseado em dados estatísticos da província canadense de Ontario, o estudo comparou grupos de mulheres grávidas que receberam ou não a vacina contra a gripe H1N1 durante a pandemia de 2009-2010, que matou mais de 14 mil pessoas no mundo.
"Nossos resultados sugerem que a vacinação contra a gripe H1N1 no segundo e terceiro trimestres de gravidez está associada a uma melhoria nos resultados fetais e neonatais durante a recente pandemia", indicam os pesquisadores, que destacam a necessidade de confirmar a conclusão com outros estudos.
No início do mês de maio deste ano, outro grupo de pesquisadores canadenses descobriu que a vacina contra o H1N1 gerou uma série de anticorpos que protegem contra muitos tipos de gripe, incluindo a altamente letal cepa H5N1 - a gripe aviária.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5791458-EI8147,00-Vacinar+contra+gripe+durante+gravidez+pode+ajudar+bebe.html

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

RJ lançou campanha de combate à mortalidade materna

 
Foi lançado em fevereiro deste ano, no estado do Rio de Janeiro, uma campanha de combate à morte materna com o tema ‘Pré-natal de qualidade e parto seguro'. A campanha seguiu até o dia 28 de maio, deste ano, data em que é comemorado o Dia de Combate a Mortalidade Materna. A Campanha é uma iniciativa da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e tem apoio da Secretaria Nacional de Políticas Públicas para Mulheres e do Comitê Estadual de Óbito Materno.
Enquanto outros estados também têm índices altos de mortalidade materna mas conseguiram reduzir a mortalidade nos últimos cinco anos, dados do Comitê de Acompanhamento dos Óbitos Maternos do Estado mostram que os mesmos patamares de morte materna foram mantidos ao longo dos últimos seis anos.

Mortes evitáveis
"O dado preocupante é que o número de mulheres grávidas diminuiu. Uma das causas foi a qualidade do pré-natal e não podemos deixar de citar que até o dia de dar a luz as mulheres ficam peregrinando de hospital em hospital, sem saber onde darão a luz", destaca a presidente da comissão, deputada estadual Inês Pandeló. "Morre uma mulher a cada dois dias e, por ano, são mais de 170 mortes maternas em virtude de infecção, hipertensão ou hemorragia, sendo que 90% dessas mortes são evitáveis."
A campanha da Alerj vai divulgar dados tratando da importância de se fazer o pré-natal. Serão distribuídos cartilhas, folhetos e cartazes, além de divulgação na TV Alerj e a realização de audiências públicas para debater o tema. A comissão da Alerj fará também um levantamento nas cidades para averiguar se as prefeituras têm comitês municipais para investigar os óbitos.

Direito das mulheres
A deputada espera que com a campanha mulheres sejam conscientizadas da importância dos cuidados durante esse período, assim como os homens e os profissionais de saúde. É necessário que se iniciem ações concretas para a redução da morte materna. Essa é uma das mais graves violações dos direitos humanos das mulheres, por ser uma tragédia evitável ", menciona. "Toda mulher tem direito a uma gravidez saudável e a um parto seguro".

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

1º Treinamento CCIH - Higienização Hospitalar




A CCIH junto com a empresa terceirizada do HMMAH promoveu um dia de treinamento sobre Higienização Hospitalar para dar início ao processo de melhora contínua nos Serviço de Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços de Saúde!
O ambiente dos serviços de saúde atualmente são foco de atenção para a redução da disseminação de microrganismos, visto que pode atuar como fonte de patógenos que tem potencial para causar infecções relacionadas à assistência à saúde, como os microrganismos multirresistentes.
Segundo ANVISA (2010), há uma redução de 99% para 80% no número de micro-organismos presentes em superfícies que foram limpas e desinfetadas. Sabemos que as superfícies hospitalares carreiam um risco mínimo de transmissão direta de infecção, mas pode contribuir para a contaminação cruzada secundária, por meio das mãos dos profissionais de saúde e de instrumentos ou produtos que poderão ser contaminados ao entrar em contato com essas superfícies e posteriormente, contaminar os pacientes ou outras superfícies (ANSI/AAMI, 2006).
Assim, a higienização das mãos dos profissionais de saúde e a limpeza e a desinfecção de superfícies são fundamentais para a prevenção e redução das infecções relacionadas à assistência à saúde.
O Serviço de Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços de Saúde visa garantir aos usuários dos serviços de saúde uma permanência em local limpo e em ambiente com menor carga de contaminação possível, contribuindo com a redução da possibilidade de transmissão de infecções oriundas de fontes inanimadas.
De acordo com o texto da ANVISA (2004) percebemos o quanto é importante dar atenção a este tópico dentro da área hospitalar. E para atender a essa demanda é imprescindível esforços individuais e pró-atividade, para que se consiga elevar o grau de conhecimento e evidências científicas para esse representativo segmento de mercado. A capacitação profissional é fundamental e o envolvimento de toda a equipe neste processo também!