quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Casos notificados de sífilis congênita aumentam 34% em um ano, diz Saúde

Ministério acredita que diagnóstico é que aumentou, não número de casos. Nordeste lidera ranking regional, mas Rio é a cidade com maior incidência.

O número de casos notificados de sífilis congênita – quando o bebê nasce com a doença, transmitida pela mãe – subiu de 6.964 em 2010 para 9.374 no ano passado, um aumento de 34%, segundo o Ministério da Saúde.
A elevação, porém, é reflexo de um avanço no diagnóstico, e não de um acréscimo no número de casos, acredita o governo.
A notificação é feita entre crianças com até 1 ano de idade, mas o contágio pode ser facilmente prevenido. Assim que a mulher engravida, um dos exames tradicionalmente exigidos é o de sífilis.

Doença é causada pela bactéria sexualmente transmissível 'Treponema pallidum'. (Foto: Science Photo Library / via BBC) 
Sífilis é causada por uma bactéria sexualmente
transmissível (Foto: Science Photo Library)
 
Nordeste lidera casos
A taxa de incidência de sífilis congênita no Brasil é de 3,3 casos para cada mil nascidos vivos. A região que lidera o ranking é o Nordeste, com 3,8 casos por mil, seguido do Sudeste, com 3,6; do Norte, com 2,6; e do Sul, com 2,5. No fim da lista está o Centro-Oeste, com 1,8.
Por estado, o Rio de Janeiro é o que tem a maior taxa da doença: 9,8 ocorrências a cada mil recém-nascidos. O Ceará é o segundo (6,8) e o Sergipe, o terceiro (6,7). O estado com o menor índice de sífilis em bebês é o Piauí (0,8), mas esse dado pode refletir uma falta de notificações, avalia o ministério.
 
Teste rápido
Até 2015, o governo pretende eliminar a sífilis congênita como um problema de saúde pública, e o alvo principal são mulheres e homens entre 15 e 24 anos.
Para isso, o ministério tem oferecido testes rápidos, de 30 minutos, às gestantes durante o pré-natal. Se o resultado der positivo, a mulher precisa iniciar um tratamento, até um mês antes do parto, para evitar que a doença passe para o filho.
De janeiro a setembro, 237 mil exames rápidos foram distribuídos no país – no ano passado, foram 31,5 mil unidades, um aumento de mais de sete vezes. O teste identifica no sangue a presença da bactéria Treponema pallidum.
Como a doença é sexualmente transmissível, o ministério ressalta que os homens também precisam se tratar, pois as parceiras podem ser reinfectadas caso eles não se cuidem. Das mulheres identificadas com sífilis durante o pré-natal no ano passado, apenas 11,5% tiveram seus companheiros tratados.
Desde 2006, o Dia Nacional de Combate à Sífilis é lembrado sempre no terceiro sábado de outubro – este ano, foi dia 20.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

XIII Congresso Brasileiro de Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar



Horário: 8h - 18h
Local: Santos/SP

No período de 7 a 10 de novembro de 2012, acontecerá, no Mendes Convention Center, Santos, São Paulo o “XIII Congresso Brasileiro de Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar”. Este evento objetiva não apenas oferecer uma visão ampla sobre o melhor conhecimento disponível na área de infecção relacionada à assistência à saúde, mas também prover um espaço de convívio e troca de experiência ente os profissionais de saúde de todo o país.

Serão discutidos os tópicos mais relevantes da área e a escolha da programação científica reflete a abrangência da infecção hospitalar e sua interface com outras áreas da saúde. Para abordar os temas do programa serão convidados cerca de 80 especialistas nacionais e seis palestrantes de outros países. Estimamos que mais de 2.000 profissionais de saúde participem do evento.

As atividades do congresso serão classificadas de acordo com o nível de complexidade e divididas em seis área (temas clássicos, populações especiais, antibiótico e resistência, microbiologia, enfermagem e reflexiva). Os temas estarão dispostos sob a forma de 12 conferências, 18 mesas-redondas, 6 simpósios satélites e mais 18 sessões com diferentes formatos, incluindo controvérsias, sessões interativas e debate com o especialista. Com intuito de fortalecer e prestigiar os estudos nacionais haverá um horário exclusivo, sem outras atividades, para apresentação de pôster e tema livre.

Cinco cursos pré-congresso serão ministrados em tempo integral por profissionais, que são referência em suas áreas de atuação. Além dos cursos pré-congresso, acontecerá pela primeira vez no Brasil o curso de “Treinamento em Epidemiologia da Assistência à Saúde” da Society for Healthcare Epidemiology of America ( SHEA), oportunidade única de ampliar mais ainda os conhecimentos em epidemiologia.

Novembro Azul - Luta contra o Câncer de Próstata




Saúde do Homem

O que é?
O câncer de próstata (CP) é o tumor mais comum em homens com mais de 50 anos de idade. Com os progressos da Medicina e de outras áreas que interferem com a saúde, espera-se para as próximas décadas uma população cada vez maior de homens atingindo faixas etárias bem superiores àquela. Conclui-se, portanto, que mais casos de CP serão diagnosticados. Atualmente, existem no país diversas campanhas de detecção precoce dessa neoplasia (câncer).

O diagnóstico precoce é deveras importante, visto ser esse um câncer curável nos estágios iniciais.

Como se desenvolve?

A próstata é uma glândula localizada próximo à bexiga cercando a uretra na sua porção inicial. As secreções prostáticas são o maior componente do líquido seminal (ou esperma).
A origem do CP é desconhecida, entretanto, presume-se que alguns fatores possam influenciar o seu desenvolvimento.

Entre eles, o fator genético, visto a incidência desta neoplasia ser maior em familiares portadores da doença. A presença de CP em parentes do primeiro grau aumenta a probabilidade de diagnóstico desse câncer em 18%.

O fator hormonal é bastante importante, pois essa neoplasia regride de maneira significativa com a supressão dos hormônios masculinos (por exemplo, castração). Pesquisas feitas em ratos tratados cronicamente com testosterona mostraram o desenvolvimento do câncer de próstata nesses animais. A testosterona não é indutora de câncer, entretanto, em homens já com a neoplasia ou com predisposição, a testosterona estimularia o seu crescimento. Por outro lado, o CP não ocorre em eunucos.

Ultimamente, tem se dado muita atenção ao fator dieta. Dietas ricas em gordura predispõem ao câncer e as ricas em fibras e tomate diminuem o seu aparecimento. Baseados em levantamentos epidemiológicos em áreas geográficas de maior incidência de CP notou-se que dietas ricas em gordura aumentam os riscos de seu aparecimento. Talvez por interferência no metabolismo dos hormônios sexuais, várias outras substâncias estão sob investigação como as vitaminas, o cádmio, o zinco.

Doenças venéreas não tem relação com o CP embora o herpesvírus tipo II e o citomegalovírus induzam transformações carcinogenéticas em células embrionárias de hamster (pequeno animal de experimentação).

O fator ambiental é alvo, também, de investigação. Populações de baixa incidência de CP, quando migram para áreas de alta incidência, apresentam um aumento na ocorrência de casos. Fumaça de automóveis, cigarro, fertilizantes e outros produtos químicos estão sob suspeita.

O que se sente?
Nas fases iniciais nada se sente. O tumor somente é detectado em exames clínicos e laboratoriais de rotina que são: o toque retal e a dosagem do antígeno prostático específico ou PSA.

Nos casos de CP sintomático, o paciente se queixa de dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziar bem a bexiga, ou seja, sintomas de obstrução urinária. Sangramento na urina pode ser uma queixa, embora mais rara.
O paciente pode manifestar dores ósseas como sinal de uma doença mais avançada (metástases).
Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal podem também ser a primeira manifestação da doença.
Como se faz o diagnóstico?Todo o homem a partir dos 45 anos deve realizar o toque retal e dosagem do PSA, principalmente aqueles com história familiar de CP (e de câncer de mama), independentemente de sintomas. Em caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática. Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado. Isto significa que exames deverão ser solicitados a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já enviou metástases. A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e nos dá informações quanto à metástases no esqueleto.

Outros exames eventualmente pedidos são: fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdômen, radiografias de tórax, radiografias do esqueleto.

Como se trata?
O CP pode estar confinado à próstata na forma de um pequeno nódulo, como também pode estar restrito a ela, porém envolvendo toda a glândula. O CP, além de localizado, pode estar comprometendo os limites desse órgão e invadir outros órgãos adjacentes, como as vesículas seminais ou a bexiga. Linfonodos obturadores e ilíacos são, geralmente, o primeiro estágio das metástases para depois ocorrerem metástases ósseas.

Para descrever a extensão do tumor (estadiamento) existem várias classificações (classificação deWhitmore, TNM). Além do fato extensão tumoral, é importante saber que o CP apresenta uma diversificação de células, mais ou menos malignas, que também sofrem um processo de classificação (Classificação de Gleason).
Baseado no estadiamento do tumor e de sua classificação de Gleason é que se escolhe o tipo de tratamento.

Para os tumores localizados dentro da glândula, a prostatectomia radical e a radioterapia são as primeiras opções e consideradas curativas.


Os tumores que avançam para fora da próstata, mas sem evidência de metástases, são geralmente tratados com radioterapia.

Os tumores metastáticos são paliativamente controlados com hormônios femininos, orquiectomia, drogas anti-androgênicas ou análogos do LHRH.

O tratamento do CP é muito controverso pois são muitas as variáveis: idade do paciente, níveis do PSA, estágio do tumor e tipo histológico.

Além disso, deve-se discutir com o paciente as complicações do tratamento.

Tanto a prostatectomia radical quanto a radioterapia podem deixar o paciente impotente bem como incontinente urinário.

A hormonioterapia diminui a libido e causa impotência sexual.

Deve-se considerar também a idade do paciente na época do diagnóstico e sua expectativa de vida sem a doença.

Pacientes muito idosos e com baixa expectativa de vida certamente se beneficiarão com tratamentos menos agressivos.

Problemas psicológicos e culturais fazem da orquiectomia (retirada dos testículos) um tratamento indesejado. Outras formas de terapia não têm bons resultados ou estão sob investigação, como é o caso da quimioterapia, terapia genética e fatores do crescimento.

Qual é o prognóstico?
O prognóstico depende do estádio (extensão) e grau histológico (Gleason), principalmente. Se o CP é localizado e se o paciente realizar uma prostatectomia radical, a sobrevida em 10 anos pode atingir 90%, sendo equivalente à da população normal. O índice de recorrência local após 5 anos é de 10% contra 40% da radioterapia. A radioterapia utilizada no CP localizado ou localmente avançado (fora da próstata mas sem metástases) apresenta biópsias positivas de 60 a 30% dos casos quando realizadas seis meses e dois anos respectivamente após o tratamento.
Nos casos metastáticos, o tratamento é paliativo e o prognóstico bem mais reservado.


Fonte: http://www.cap10smsdc.com/2012/11/novembro-azul-luta-contra-o-cancer-de.html#more

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Calendário de Vacinação


Em agosto deste ano duas novas vacinas foram incluídas no calendário básico de vacinação da criança: a pentavalente e a vacina injetável contra a paralisia infantil. A novidade provocou alterações no calendário e dúvidas nos pais.Vamos falar quais os motivos dessas mudanças, saber como fica o calendário vacinal a partir de agora e o que muda para o seu filho.E quem vai esclarecer todas essas questões pra gente é a Coordenadora do Programa de Imunizações da SMS e Defesa Civil /RJ, Cristina Lemos.

Fonte: Canal Saúde - FIOCRUZ

domingo, 4 de novembro de 2012

Abuso sexual é o segundo maior tipo de violência


A violência sexual em crianças de 0 a 9 anos é o segundo maior tipo de violência mais característico nessa faixa etária, ficando pouco atrás apenas para as notificações de negligência e abandono. A conclusão é de um levantamento inédito do Ministério da Saúde, que, em 2011, registrou 14.625 notificações de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra crianças menores de dez anos. A violência sexual contra crianças até os 9 anos representa 35% das notificações. Já a negligência e o abandono tem 36% dos registros. Os números são do sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) do Ministério da Saúde. O VIVA possibilita conhecer a frequência e a gravidade das agressões e identificar a violência doméstica, sexual e outras formas (física, sexual, psicológica e negligência/abandono). Esse tipo de notificação se tornou obrigatório a todos os estabelecimentos de saúde do Brasil, no ano passado.
Os dados preliminares mostram que a violência sexual também ocupa o segundo lugar na faixa etária de 10 a 14 anos, com 10,5% das notificações, ficando atrás apenas da violência física (13,3%). Na faixa de 15 a 19 anos, esse tipo de agressão ocupa o terceiro lugar, com 5,2%, atrás da violência física (28,3%) e da psicológica (7,6%). Os dados apontam também que 22% do total de registros (3.253) envolveram menores de 1 ano e 77% foram na faixa etária de 1 a 9 anos. O percentual é maior em crianças do sexo masculino (17%) do que no sexo feminino (11%).
A maior parte das agressões ocorreram na residência da criança (64,5%). Em relação ao meio utilizado para agressão, a força corporal/espancamento foi o meio mais apontado (22,2%), atingindo mais meninos (23%) do que meninas (21,6%). Em 45,6% dos casos o provável autor da violência era do sexo masculino. Grande parte dos agressores são pais e outros familiares, ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.
“Todos os dias milhares de crianças e adolescentes sofrem algum tipo de abuso. A denúncia é um importante meio de dar visibilidade e, ao mesmo tempo, oportunizar a criação de mecanismos de prevenção e proteção. Além disso, os serviços de escuta, como o disque-denúncia, delegacias, serviços de saúde e de assistência social, escolas, conselhos tutelares e a própria comunidade, devem estar preparados para acolher e atender a criança e o adolescente”, afirma a diretora de análise de situação em saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta. “Este assunto deve ser debatido incansavelmente nas escolas, comunidades, família, serviços de saúde, entre outros setores da sociedade”, ressalta.
Monitoramento – Os dados do VIVA, que foi implantado em 2006, são coletados por meio da Ficha de Notificação/Investigação individual de violência doméstica, sexual e/ou outras violências e é registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Qualquer caso, suspeito ou confirmado, deve ser notificado pelos profissionais de saúde. “É importante lembrar que o ato de notificar é um exercício de cidadania que garante direitos de crianças e adolescentes e possibilita o planejamento e avaliação de políticas públicas de atendimento e enfrentamento das violências”, lembra Deborah Malta.
Em janeiro de 2011, o Ministério da Saúde universalizou a notificação de violências doméstica, sexual e outras agressões para todos os serviços de saúde, incluindo todas elas na relação de doenças e agravos, que são registradas no SINAN. Também se fortaleceu a ampliação da Rede de Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde. Esses núcleos têm financiamento do Ministério da Saúde e são responsáveis, por meio das secretarias de saúde, por implementar ações de vigilância e prevenção de violências, identificar e estruturar serviços de atendimento e proteção às crianças e adolescentes em situação de risco. Só neste ano, o Ministério da Saúde já investiu R$ 25 milhões para as secretarias estaduais e municipais de Saúde para o desenvolvimento de ações de vigilância e prevenção de violências.