quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Registrada vacina do HPV contra 9 subtipos do vírus

Nova vacina aumenta proteção de cinco para nove subtipos do vírus HPV, que provoca os cânceres de útero, da vulva, da vagina e do ânus.
Uma nova vacina aprovada pela Anvisa nesta terça-feira (26/12) ampliou a proteção contra o papilomavírus humano (HPV). O novo medicamento é o Gardasil 9 que inclui cinco novos subtipos na proteção com o HPV.
Esse vírus é o principal fator associado aos cânceres de útero, da vulga, da vagina e do ânus. O Gardasil 9 foi aprovado com indicação para meninos e meninas de 9 a 26 anos. O ideal é que a imunização contra o HPV seja feita antes do início da vida sexual, já que o HPV é transmitido por meio de relações sexuais.
Mais proteção contra o HPV
A nova vacina inclui os subtipos 31, 33, 45, 52 e 58 do HPV, além dos subtipos 6, 11, 16, 18 que existiam na versão anterior do produto. A vacina foi registrada pelo laboratório Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Confira abaixo a indicação completa aprovada para a bula do Gardasil 9:
Gardasil 9 é indicada para a prevenção de cânceres do colo do útero, da vulva, da vagina e do ânus; lesões pré-cancerosas ou displásicas; verrugas genitais e infecções persistentes causadas pelo papilomavírus humano (HPV).
Gardasil 9 é indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade para prevenir as seguintes doenças:
  • cânceres do colo do útero, da vulva, da vagina e do ânus causados pelos tipos de HPV 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58;
  • verrugas genitais (condiloma acuminado) causadas pelos tipos de HPV 6 e 11.
Além de infecções persistentes e das seguintes lesões pré-cancerosas ou displásicas causadas pelos tipos de HPV 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58:
  • neoplasia intraepitelial cervical (NIC) de graus 2 e 3 e adenocarcinoma do colo do útero in situ (AIS);
  • neoplasia intraepitelial cervical (NIC) de grau 1;
  • neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) de graus 2 e 3;
  • neoplasia intraepitelial vaginal (NIVA) de graus 2 e 3;
  • NIV de grau 1 e NIVA de grau 1;
  • neoplasia intraepitelial anal (NIA) de graus 1, 2 e 3.
Gardasil 9 é indicada para meninos e homens de 9 a 26 anos de idade para prevenção do câncer do ânus, lesões pré-cancerosas anais ou displásicas, lesões genitais externas (incluindo verrugas genitais) e infecções persistentes causadas pelo HPV.
Gardasil 9 é indicada para prevenção das seguintes doenças:
  • câncer do ânus causado pelos tipos de HPV 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58;
  • verrugas genitais (condiloma acuminado) causadas pelos tipos de HPV 6 e 11.
Além de infecções persistentes, as seguintes lesões pré-cancerosas ou displásicas causadas pelos tipos de HPV 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58:
  • neoplasia intraepitelial anal (NIA) de graus 1, 2 e 3.
Fonte: Anvisa

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Começamos ontem na MMABH a I Oficina de Registro de Agravos de Notificação Compulsória, no Auditório Drª Zilda Arns, às 18h, com os médicos da unidade.


Em breve divulgaremos como foi este nossa primeira oficina! Aguardem!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Profissionais de saúde precisam atentar às especifidades da população negra

Você sabia que existem doenças que acometem mais pessoas de uma determinada população do que outras? Por exemplo, a incidência de casos de glaucoma é maior na população negra, com risco de desenvolver a doença quatro vezes maior do que outras populações. Esse dado foi apresentado neste ano por um estudo e pode ajudar muitas pessoas no diagnóstico da doença, que muitas vezes não apresenta sintomas.
Esse é apenas um dos exemplos que podem ser citados sobre esse assunto. Mas agora que expliquei isso, vai ficar mais fácil você compreender a importância desta sexta-feira (27) ser Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra. A data tenta sensibilizar os profissionais de saúde para as necessidades específicas da população negra, além de trazer reflexões a respeito do racismo institucional e suas consequências à saúde dessas pessoas.
A partir da publicação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), o Ministério da Saúde reconheceu e assumiu a importância de, como instituição democrática voltada a todos os brasileiros, elaborar mecanismos de promoção da saúde integral da população negra e do enfrentamento ao racismo institucional no Sistema Único de Saúde (SUS).
Problemas esses que são cotidianos e incidem negativamente nos indicadores de saúde dessa população – precocidade dos óbitos, altas taxas de mortalidade materna e infantil, maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas e altos índices de violência. Por isso, a necessidade de efetivar ações para garantir o acesso da população negra a ações e serviços de saúde, de forma oportuna e humanizada, contribuindo para a melhoria das condições de saúde desta população.
Políticas de Saúde para a população negra
“Nosso objetivo é fomentar a política de saúde da população negra tanto para gestores estaduais e municipais quanto para profissionais de saúde e sociedade como um todo”, explica o diretor Substituto do Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social (DAGEP/SGEP), Marcus Vinícius Barbosa Peixinho.
Desde fevereiro deste ano, tornou-se obrigatório o preenchimento do quesito raça/cor no sistema de informações do SUS, o que propiciou o início de um mapeamento de doenças genéticas ou hereditárias que são mais comuns na população negra como, por exemplo, a anemia falciforme, diabetes mellitus e a hipertensão arterial. “Com isso fica mais fácil até mesmo elaborar ações mais transversais com as áreas temáticas dentro do Ministério da Saúde, que podem ser replicadas depois em estados e municípios, ajudando mais pessoas de forma específica”, afirma Marcus Barbosa.
Esses trabalhos já estão rendendo ações práticas, sendo que atualmente o Ministério da Saúde está com duas capacitações de profissionais de saúde em andamento. Uma realizada no Rio Grande do Sul, para capacitar a Atenção Básica com base na política de saúde da população negra e doenças prevalentes, e outra estratégia está em realização no estado de Alagoas, para profissionais da Atenção Básica, mas com foco nas comunidades quilombolas.
Além disso, estão sendo realizadas por todo o país oficinas para médicos para trabalhar em cima dessas doenças mais prevalentes na população negra. “Nós tentamos capacitar médicos e profissionais de saúde tendo como base as estratégias em acordo com política de saúde da população negra”, destacou Marcus Barbosa.
Durante todo o dia 27 e manhã do dia 28, o Ministério da Saúde está realizando, em Salvador (BA), a “Oficina Técnica de Médicos e Cirurgiões Dentistas sobre Doenças Prevalentes na População Negra”. O evento é uma alusão a data e, também, um desdobramento da “Oficina Técnica de Médicos sobre Doenças Prevalentes na População Negra”, realizada entre o Ministério da Saúde e o Ministério dos Direitos Humanos nos dias 23 e 24 de agosto de 2017, no Edifício Sede do Ministério da Saúde, Auditório Emílio Ribas, em Brasília (DF).
Cartilha
O Ministério da Saúde está com a nova edição da publicação ‘Política Nacional de Saúde Integral da População Negra: uma política do SUS’ – Portaria nº 992 de 13 de maio de 2009 – acrescida do novo Plano Operativo, para o triênio 2017-2019 e da Portaria 344, de 1º de fevereiro de 2017, que dispõe sobre o preenchimento obrigatório do quesito raça/cor nos sistemas de informação de saúde do SUS e demais informações.
A data
Em 2006, o dia 27 de outubro foi instituído como o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra por organizações do movimento negro e trabalhadores de saúde. A proposta surgiu para dar força à expansão da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). A data tem o objetivo de reforçar os avanços na área da saúde e da ampliação do debate sobre o impacto do racismo na saúde, além de tentar reduzir as desigualdades raciais. Vale lembrar aqui, que esses problemas interferem diretamente na qualidade de vida de uma parcela da população que corresponde a 54% da sociedade do país – de acordo com dados do IBGE.
Janary Damacena, para o Blog da Saúde

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Amamentação ajuda a prevenir o câncer de mama

 A amamentação gera inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. A prevenção do câncer de mama é um deles. O risco de contrair a doença diminui 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação, estima um estudo com mulheres de 30 diferentes nacionalidades, publicado em 2002. Essa proteção independe de idade, etnia, paridade e situação hormonal (pré ou pós- menopausa).
Neste ano, a revisão do Fundo Mundial para Pesquisas sobre Câncer (World Cancer Research Fund - WCRF) sobre lactação e câncer de mama aponta que a amamentação provavelmente diminui o risco de câncer de mama em mulheres até a pós-menopausa. 
Segundo o editor científico da Revista Brasileira de Cancerologia, Ronaldo Corrêa, vários estudos realizados nos últimos 30 anos mostram a associação entre a amamentação e a prevenção do câncer de mama. “Existe uma correlação linear entre o tempo da amamentação e o grau de proteção. Ou seja, quanto mais a mulher amamenta e por mais tempo – se ela teve dois, três partos, e nesses partos ela amamentou durante muito tempo – menor o risco, em comparação com mulheres que não tiveram tantos partos e não amamentaram por tanto tempo”, afirma.


O mecanismo responsável para tal proteção ainda não foi completamente esclarecido, mas existem várias hipóteses para isso. “Tem uma hipótese que afirma que enquanto a mulher amamenta, ela bloqueia os ciclos ovulatórios, diminuindo a sobrecarga hormonal. Ou seja, ela deixa de produzir um quantitativo maior de hormônios femininos nessa fase. Então, isso poderia ser uma explicação plausível, uma vez que grande parte dos casos de câncer de mama sofrem influência dos hormônios femininos”, explica Corrêa.
Outra hipótese seria o fato da maior exfoliação das células dos ductos mamários durante a amamentação e a grande morte programada das células mamárias após a amamentação promoverem a remoção de células com alguma alteração genética.
Em resumo, amamentar provavelmente diminui o risco de câncer de mama em mulheres na pré e pós menopausa, além de estar associado a outros benefícios de saúde para a mulher e para a criança. Manter o peso ideal para a idade, praticar atividades físicas regularmente, não consumir álcool, consumir diariamente uma dieta rica em frutas, verduras e legumes também contribuem para diminuir o risco de câncer de mama.

Câncer de mama
O câncer de mama é o câncer mais frequente no mundo e entre as mulheres, depois do de pele não melanoma, com uma estimativa de mais de dois milhões de casos novos e cerca de 530 mil mortes em 2015 no mundo. Entre 2005 e 2015, no mundo, estima-se que houve um incremento de 43% dos casos de câncer de mama, sendo 2/3 deste crescimento devido ao crescimento e envelhecimento da população. No Brasil, estimam-se 57,9 mil casos novos em 2016/2017.
No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde - assim como a da Organização Mundial da Saúde e a de outros países - é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.
Para tratar o câncer de mama, o SUS oferece cirurgias oncológicas (mastectomia, conservadoras e reconstrução mamária), radioterapia e quimioterapia. Em 2016, foram um total de 18.488 cirurgias de mastectomias e cirurgias conservadoras, 2,8 milhões de procedimentos de campos de radioterapia e 1.184.622 sessões de quimioterapia, além de 3.348 cirurgias de reconstrução mamária. Cabe destacar que o SUS garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres em todas as faixas etárias, desde que exista recomendação médica.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Surtos de sarampo e rubéola na Europa reforçam a necessidade de vacinação

O alerta é do Ministério da Saúde. Para evitar essas doenças, está disponível no SUS a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)


O reaparecimento de doenças já eliminadas no mundo tem preocupado o Governo Brasileiro. O alerta vem após a divulgação de que países como a França, Itália, Alemanha, Bélgica, Bósnia, Geórgia, Cazaquistão, Romênia, Sérvia, Dinamarca Ucrânia estariam sob risco de surtos de sarampo e/ou rubéola. Embora eliminado no Brasil desde 2001, o sarampo é endêmico em nove países da Europa, como aponta o boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a rubéola, eliminada no Brasil desde 2010, é considerada endêmica em 14 países europeus. Com a globalização, o risco do vírus voltar a circular no país se torna real aumentando a necessidade de manter sempre atualizada a caderneta de vacinação.
O Ministério da Saúde disponibiliza no Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para evitar essas doenças. Pessoas de 12 meses a 29 anos de idade devem receber a primeira dose aos 12 meses de idade da tríplice viral e aos 15 (quinze) meses, uma dose da vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varíola), que corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e uma dose da vacina varicela. Caso haja atraso na vacinação, crianças até quatro anos de idade ainda poderão receber a vacina com o componente varicela. A partir de cinco até os 29 anos de idade, deverão ser administradas duas doses com a vacina tríplice viral. Pessoas de 30 a 49 aos de idade devem receber uma dose da vacina tríplice viral.
“A vacina contra essas doenças é a única medida preventiva e a mais segura. É importante que o esquema vacinal esteja completo, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. O Brasil tem uma das melhores coberturas vacinais segundo a OMS e o Ministério da Saúde trabalha na perspectiva de atingir coberturas adequadas a cada ano. Por isso é importante que a população procure sempre atualizar a caderneta de vacinação”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
Em 2016, a taxa de cobertura da vacina tríplice viral, administrada em crianças de um ano, atingiu 95,4% do público-alvo. O índice é ideal, visto que a meta para esta vacina é de atingir 95% do público, porém, a segunda dose administrada aos 15 meses da vacina tetra viral teve menor adesão, com 89,2% das crianças vacinadas.

ELIMINAÇÃO - O Brasil recebeu, no segundo semestre de 2016, o certificado de eliminação do sarampo da Organização Panamericana de Saúde (OPAS). Desde o ano 2001, não havia registro de casos autóctones da doença no Brasil. Entre 2013 e 2015, ocorreram surtos relacionados à importação, sendo que o maior número de casos foi registrado nos estados de Pernambuco e Ceará. Após a implementação de medidas de prevenção e controle, como intensificação vacinal, campanhas de seguimento, bloqueio vacinal, varredura e monitoramento rápido de cobertura vacinal, a transmissão foi interrompida.
Para manter a eliminação do sarampo, a OPAS/OMS e o Comitê Internacional de Peritos (CIE) para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola recomendam a todos os países das Américas que fortaleçam a vigilância ativa e mantenham a imunidade de sua população por meio da vacinação. O sarampo se torna, assim, mais uma doença prevenível por vacinação a ser eliminada nas Américas, após a varíola em 1973, da poliomielite em 1994 e da rubéola e síndrome de rubéola congênita, em 2015.

RUBEÓLA - O Brasil alcançou a meta de eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita, até o ano de 2010. Desde então, não há registro de casos no país. Em 2008, ocorreu a maior Campanha de Vacinação da Rubéola no mundo, com 65,9 milhões de pessoas na faixa etária de 19 a 39 anos de idade vacinadas, nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Maranhão. Nos demais estados, a faixa etária foi de 20 a 39 anos de idade. Nesse ano, a cobertura vacinal foi de 94%.
A definição das faixas etárias para a Campanha de Vacinação da Rubéola, em 2008, ocorreu após o estudo de coorte de nascidos vivos entre 1927 – 2007 para identificar a população não vacinada. Destaca-se, também, a realização de uma campanha de vacinação em massa dirigida às mulheres em idade fértil, entre os anos de 2001 e 2002. Nesse período, foi introduzida a vacina dupla e tríplice viral no Calendário Básico de Imunização do PNI, processo iniciado em 1992.

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES - O SUS, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), oferece todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional. Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos ao ano, para combater mais de 19 doenças, em diversas faixas etárias.
Ao longo do tempo, a atuação do PNI, ao consolidar uma estratégia de âmbito nacional, apresentou consideráveis avanços. As metas mais recentes contemplam a eliminação do sarampo e do tétano neonatal, além do controle de outras doenças imunopreveníveis como difteria, coqueluche e tétano acidental, hepatite B, meningites, formas graves da tuberculose e rubéola, assim como a manutenção da erradicação da poliomielite.

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
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