quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pré-natal Odontológico: bom para a mãe e o bebê

Doutora em Odontopediatria pela Unesp, a cirurgiã-dentista Flávia Konishi vai mostrar como hábitos e doenças da gestante podem prejudicar a formação dos dentes da criança.
Além da alimentação saudável, da prática regular de exercícios físicos e de boas noites de sono, a mulher deve ficar atenta à saúde bucal durante a gravidez. O consumo de cigarros e álcool, a carência nutricional, a exposição a poluentes, as febres altas e as doenças na gestação podem colocar a formação de dentes do bebê em risco.
“Frequentemente, as alterações relacionadas à saúde bucal das crianças, inclusive dentes mal-formados e esmalte hipomineralizados, tiveram origem na gravidez. A formação e mineralização dos dentes do bebê têm início na vida intrauterina. Cabe ressaltar que muitas dessas condições desfavoráveis podem ser prevenidas, orientando os pais”, diz a cirurgiã-dentista Flávia Konishi, coordenadora do curso de Especialização em Odontopediatria da APCD Regional Araraquara. Mestre e doutora em Odontopediatria pela Unesp, ela vai falar sobre o tema no CIOSP 2013, a ser realizado pela APCD, entre 31 de janeiro e 03 de fevereiro, no Expo Center Norte, em São Paulo.
A professora Flávia lembra, ainda, a existência de estudos em vários países que associam a doença periodontal da mãe a partos prematuros e crianças com baixo peso – menos de 2,5 quilos. Os pesquisadores advertem que os microorganismos responsáveis pelos problemas periodontais da gestante podem entrar na corrente sanguínea, alcançar a placenta e o líquido amniótico, com risco de antecipar o nascimento.
O estudo pioneiro neste sentido foi realizado em 1996, pelo norte-americano Steven Offenbacher, diretor do departamento de Periodontia da Escola de Odontologia da University of North Carolina, nos Estados Unidos. De acordo com esse trabalho, as mães com doença periodontal apresentaram risco 7,5 vezes maior de nascimentos prematuros com bebês de baixo peso do que as mães sem problemas gengivais.
Pré-natal odontológico-Para beneficiar a saúde do bebê, a gestante deve fazer o pré-natal odontológico, quando receberá orientações sobre o controle da placa bacteriana (hoje chamada de biofilme dentário), por meio da escovação correta, do uso do fio dental e uso adequado do flúor. Caso seja necessário também pode se submeter a tratamento dentário.
Durante o pré-natal, os pais podem receber informações sobre os cuidados com a saúde bucal do bebê, sobretudo, sobre os hábitos. Uma medida importante é evitar a transmissão da cárie do adulto à criança, principalmente quando ela ainda não possui anticorpos contra essa doença, o que ocorre entre os seis meses a quatro anos. “O contágio pode ocorrer quando os pais dão beijo tipo “selinho”, compartilham talheres com a criança ou assopram a sopinha”, explica a cirurgiã-dentista.
A higiene bucal do bebê é outra orientação fundamental do pré-natal. “A criança que já tem dente, já tem placa bacteriana”, afirma a professora Flávia. Ela se diz preocupada com o fato de ter de fazer tratamento de canal em crianças de “um ano, um ano e meio e dois anos”. Nesses casos, segunda ela, “faltam escovação e fio dental e sobram doces na alimentação e, sobretudo, educação dos pais sobre saúde bucal’
A professora Flávia ensina que as bactérias presentes no biofilme dentário transformam o açúcar dos alimentos em ácidos, que desmineralizam o esmalte dos dentes (removem os minerais, principalmente o cálcio). A saliva tem a capacidade de controlar esses microorganismo e remineralizar o esmalte do dente.
À noite, a produção de saliva cai e os dentes ficam desmineralizados. “As crianças pequenas que passam por tratamentos muito invasivos são, geralmente, aquelas que dormiram com a mamadeira com açúcar ou achocolatados”, diz a cirurgiã-dentista.
Ao falar sobre a Odontologia Intrauterina, a professora Flávia aproveita para esclarecer alguns mitos existentes em relação ao tratamento dentário de mulheres durante a gestação.
Confira três deles: • A gravidez provoca a perda de dentes e cálcio da mulher. Mito. A mulher não perde o cálcio dos dentes para formar a estrutura mineralizada do bebê. Geralmente, os problemas odontológicos ocorrem por higiene bucal inadequada, hábitos alimentares prejudiciais (consumo excessivo de doces) e falta dos cuidados odontológicos. 

• Gestante não pode receber anestesia ao fazer o tratamento odontológico. Mito. As gestantes saudáveis podem ser anestesiadas e até as gestantes de risco – como as hipertensas e cardiopatas – podem receber anestesia local, embora, o contato com o médico responsável seja necessário, visando avaliar o risco/benefício e determinar a solução anestésica mais apropriada para cada caso. 

• O tratamento odontológico na gravidez pode prejudicar a mãe e o feto. Mito. O risco do procedimento a ser realizado é menor do que o decorrente dos problemas bucais não tratados, como, por exemplo, o surgimento de infecções. 

Palestra no CIOSP 2013 - I Congresso Interdisciplinar da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), a ser realizado de 31 de janeiro a 03 de fevereiro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Em 2 semanas, RJ tem quase 600 casos suspeitos de dengue


Nenhum óbito foi registrado até esta terça-feira (15).
Em 2012, no mesmo período, foram notificados 856 casos suspeitos.


Do dia 1º ao dia 12 deste mês foram notificados 592 casos suspeitos de dengue no estado do Rio de Janeiro, segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde nesta terça-feira (15). Nessa segunda semana epidemiológica, nenhum óbito foi registrado. Os dados de casos notificados foram reunidos a partir de informações inseridas no sistema pelos municípios, até as 12h desta terça.
No mesmo período do ano passado, foram notificados 856 casos suspeitos de dengue no estado, sem nenhum óbito.
Segundo a secretaria, durante todo o ano de 2012 foram notificados 184.123 casos suspeitos de dengue no estado, com 41 óbitos. Na comparação entre 2012 e 2011, apesar do aumento de 9,34% nas notificações por dengue, a quantidade de óbitos caiu 70% no mesmo período.
Smartphones e software no combate à dengue
O Governo do Rio de Janeiro lançou na manhã desta terça o projeto "Monitora Dengue", que utilizará 10 mil smartphones nos municípios do estado para a transmissão de dados sobre a doença em tempo real. Um software utilizado por médicos e enfermeiros para a especificação do quadro clínico também foi mostrado no lançamento do projeto, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.
Os smartphones foram cedidos pelo IBGE que, em contrapartida, receberá dados para o censo sobre a dengue no estado. Os aparelhos servirão para controlar a atuação do mosquitoAedes Aegypti, transmissor da doença, nos municípios.
De acordo com Alexandre Chieppe, superintendente de vigilância epidemiológica e ambiental da Secretaria estadual de Saúde, o software para cadastro de pacientes que chegam às Unidades de Pronto Atendimento (UPA) com sintomas de dengue já foi implantado no Rio e pode ser solicitado pelas demais prefeituras. O programa possui uma ficha com dados relevantes do paciente a serem preenchidos pelo médico ou pelo enfermeiro que fizer o primeiro atendimento. Aqueles que tiverem sintomas de risco A ou B, os menos graves, recebem SMS com informações sobre quais medicamentos evitar e as devidas precauções que deve tomar.
Segundo o superintendente, mais de 90% dos pacientes com dengue podem não evoluir para um caso grave, mas que sem o software não há como identificar precocemente esses casos. "Somente um acompanhamento diário, sistematizado, avaliando cada detalhe é que vai permitir que a gente identifique aquele paciente que vai evoluir para as formas graves da doença. Essa sistematização detalhada é a única forma que a gente tem de evitar óbitos", disse Chieppe.
Em 2011, o estado do Rio teve 160 mil pessoas com dengue, sendo 140 casos de óbito. Em 2012 foram 183 mil infectados pela doença, com 41 mortes.
Os municípios da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana II são os que mais preocupam o governo em 2013 no combate da dengue.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Chamada para Doação de Sangue no INCA



O Instituto Nacional do Câncer - INCA - está precisando urgentemente de doadores de sangue. A situação é realmente dramática, eles não têm sangue, nem doadores. Já saíram notas nos jornais e pouco adiantou. O banco de sangue está quase vazio e o Hospital enfrenta dificuldades, até para marcar cirurgias, muitas vezes, precisando recorrer a outros bancos de sangue da cidade, que também passam pela mesma dificuldade: falta de doadores.

A transfusão de sangue para pessoas com câncer é muito importante. Sem ela, muitos pacientes não conseguiriam sobreviver aos tratamentos que envolvem drogas pesadas. 

Para doar, basta chegar na portaria do Hospital, que fica na Praça da Cruz Vermelha - 23, Centro do Rio, com sua carteira de identidade ou qualquer documento similar, apresentando-se como doador. Não vá em jejum, alimente-se de coisas leves e não gordurosas (evite derivados de leite), evite o álcool por pelo menos 12 horas. Você deve estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 60 anos e pesar 50 kg ou mais.

Outros locais para doação:


Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer I
Pça. Cruz Vermelha, 23 - Centro - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20230-130

Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer II
Rua Equador, 831 - Santo Cristo - Rio de Janeiro-RJ
CEP 20220-410 
Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer III 
Rua Visconde de Sta. Isabel, 274 - Vila Isabel -Rio de Janeiro-RJ
CEP 20560-120

Hospital Universitário Clementino Fraga Filho-UFRJ 
Avenida Brigadeiro Trompowski, s/n - Ilha do Fundão - Rio de Janeiro–RJ
CEP 21949-900

Instituto de Hematologia do RJ - Hospital de Hematologia - HEMORIO
Rua Frei Caneca, 8 - Centro - Rio de Janeiro-RJ
CEP 20211-030

Hospital Universitário Antonio Pedro - UFF 
Rua Marques do Paraná, 303 - Centro - Niterói-RJ
CEP 24030-210 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Crack é devastador para crianças; álcool é pior ainda, diz psiquiatra


Ainda não há estudos suficientes, na opinião do psiquiatra, que relacionem esse contato precoce da droga, sozinho, com uma maior propensão de esses indivíduos se tornarem um dia dependentes químicos --assim como foram suas mães.

Bebês que tiveram contato com o crack durante sua gestação têm elevadas as chances de, no futuro,  desenvolver transtorno de hiperatividade e desatenção, de acordo com o psiquiatra infanto juvenil Erikson Furtado, da USP de Ribeirão Preto, especialista em álcool e drogas.

Além de muitos nascerem com baixo peso, diz ele, há casos de bebês com irritabilidade e imaturidade neurológica. O uso de drogas na gestação pode provocar ainda um retardo no crescimento.

"Mas combinado com fatores genéticos e até ambientais, pode contribuir com o vício [futuro], sim", disse.
Os bebês estão ainda mais vulneráveis no ventre das mães que, além do crack, combinam o uso de outras drogas como o álcool --cena muito comum entre jovens grávidas nas cracolândias.

Furtado chama a atenção para a maior tolerância que a sociedade tem com a bebida alcoólica, se comparado a outras drogas como o crack.

Para o feto, o álcool pode ser mais devastador que o próprio crack, afirma ele.
Isso porque o uso abusivo do álcool pode gerar má formação da cabeça, coração, rins e medula, entre outros --o que o crack, sozinho, não produz.

"Mais do que o crack, nesse caso, o álcool deixa a criança já muito cedo com sérios prejuízos", diz Furtado.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Primeiro bebê do ano no Rio nasceu 15 segundos após a meia noite




O primeiro bebê carioca de 2013, Izake Fernando da Silva Alves, nasceu às 00h00:15’ desta terça-feira (1º), na maternidade do Hospital Municipal Carmela Dutra, em Rocha Miranda, no Subúrbio do Rio, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.
Izake é o quarto filho do casal Luana Ione da Silva, de 25 anos, e Carlos Leandro Alves, moradores do Complexo do Alemão, Zona Norte da cidade. Ainda de acordo com a secretaria, o menino nasceu de parto normal, com 4kg190 e 50 centímetros.

Fonte: Globo.com