segunda-feira, 27 de junho de 2016

Brasil e EUA irão realizar estudo com grávidas em países com Zika

O objetivo é verificar se essas mulheres foram infectadas pelo vírus durante a gestação e as consequências para os fetos. Ao todo, 10 mil grávidas serão acompanhadas em diversos países
O Brasil e os Estados Unidos deram início a um estudo internacional para avaliação dos riscos que o vírus Zika pode gerar para a saúde de gestantes e dos fetos. A análise será conduzida pelo Ministério da Saúde do Brasil, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a agência governamental do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Ao todo, 10 mil mulheres grávidas serão acompanhadas em diversos países onde há circulação do vírus, sendo quatro mil brasileiras. O trabalho já teve início em Porto Rico, no Caribe, e no Brasil deverá começar nos próximos dois meses (julho e agosto).
O estudo tem como objetivo acompanhar a gestação de mulheres que, inicialmente, não estão infectadas pelo Zika. A partir desse acompanhamento, os especialistas irão comparar os resultados das mães que forem infectadas durante a gestação, e também das que não forem infectadas pelo vírus. A ideia é verificar as consequências dessa infecção para os fetos, nos casos positivos. Depois do parto, os bebês serão monitorados durante um ano. Participarão do estudo mulheres com idade acima de 15 anos de idade, que serão acompanhadas a partir do primeiro trimestre de gravidez. No Brasil, o trabalho será realizado com moradoras dos municípios do Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Recife (PE) e Ribeirão Preto (SP).
Além do Brasil e Porto Rico, serão monitoradas gestantes da Colômbia, além de outras regiões onde há circulação do Zika. O acompanhamento será realizado mensalmente durante o pré-natal, além de exames que serão realizados semanalmente, por até seis semanas após o parto. Além de exames físicos, as grávidas terão amostras de sangue, urina, saliva e secreções vaginais coletadas. Os recém-nascidos serão avaliados 48 horas após o nascimento, e novamente aos três, seis, nove e 12 meses.
A análise será feita pela comparação dos resultados das gestações entre mães infectadas e não infectadas por Zika. Todas as informações relatadas durante o estudo serão documentadas, como a frequência de abortos espontâneos, nascimentos prematuros, ocorrência de microcefalia, malformações do sistema nervoso e outras complicações. O estudo também vai comparar o risco de complicações na gravidez entre mulheres que tiveram sintomas de infecção por Zika e aquelas que foram infectadas, mas não apresentaram sintomas. Além disso, avaliará as alterações causadas pela infecção em embriões e fetos, e a forma com que outros fatores podem interferir, como determinantes sociais, ambientais e a ocorrência de outras infecções, como casos prévios de dengue.
No Brasil, além da Fiocruz, outras instituições estarão envolvidas, como os Institutos Nacionais da Saúde (NIH).
Por Camila Bogaz, da Agência Saúde
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terça-feira, 21 de junho de 2016

Projeto Família Grávida orienta gestantes durante o pré-natal no Hospital Maternidade Maria Amélia

20/06/2016 15:35:00  » Autor: Anna Beatriz Cunha / Fotos: Ricardo Cassiano

O hall do setor ambulatorial do Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro do Rio, é transformado às quartas-feiras em um espaço de discussão multiprofissional para grávidas e seus familiares. Enquanto aguardam atendimento das consultas do pré-natal, as gestantes participam do projeto Família Grávida, que transmite informações sobre os principais assuntos relacionados à gravidez, ao parto, ao puerpério e ao bebê.


A enfermeira e coordenadora do Laboratório, Admissão e Alojamento Conjunto, Michele Mendes, explicou que o Família Grávida é um espaço de discussão e esclarecimentos de dúvidas importante durante a gravidez:

- A ideia do projeto surgiu da percepção do tempo de espera do atendimento. A ideia era colocar alguma atividade para passar o tempo mais rápido. O objetivo é alcançar toda a família: pai, avó, tio, filho, sem limitação de acompanhantes, em um espaço aberto de perguntas e esclarecimento de dúvidas. Quando as gestantes têm informações sobre determinados assuntos, elas se sentem mais seguras na hora de certos procedimentos.

Desde que foi criado em 2014, o projeto já atendeu mais de 800 gestantes e seus acompanhantes, como o casal Valéria Passos, 25 anos, e Rodrigo de Souza, de 28. Enquanto aguardavam para o pré-natal do quarto filho, eles observavam atentamente a palestra do Serviço de Epidemiologia sobre a importância das vacinas nas gestantes e nos recém-nascidos.


- Gostei muito das explicações que recebemos aqui. Por mais que seja o quarto filho, sempre temos algo a aprender. Ainda mais nesse momento preocupante de zika e da gripe H1N1. É sempre bom estarmos relembrando de todos os cuidados que precisamos. É importante para a saúde da mãe e do bebê também – disse Valéria.

A ideia do projeto é fazer com que as gestantes se sintam acolhidas, com ações de prevenção e promoção em saúde, com foco na qualidade de vida da família que espera um bebê. Semanalmente, equipes de diversas especialidades assistenciais da maternidade, tais como Enfermagem, Obstetrícia, Pediatria, Anestesia, Nutrição, Psicologia, Serviço Social, Epidemiologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia são incumbidas de promover palestras no local.

Responsável pela palestra de imunização do Serviço de Epidemiologia, a enfermeira Mercedes Neto explica que a ideia do Família Grávida é levar o máximo de informação às grávidas e seus familiares:

- Trabalhamos sempre com a temática da prevenção. Como o público é do pré-natal, levamos mais informações sobre as doenças preocupantes para as gestantes e a importância da imunização. Prezamos muito o acesso à informação. O projeto é uma ação que faz parte das nossas competências, que é educação e saúde.

Ao final de cada encontro, é realizado um sorteio com as participantes para a entrega de um brinde. No encontro sobre a importância das vacinas, a contemplada foi Nayara Dutra, de 20 anos, grávida de 9 meses do primeiro filho, que ganhou um kit com sabonetes.


- Estou fazendo todo o meu pré-natal aqui e gostando muito. Essa ideia de ocupar nosso tempo enquanto esperamos para a consulta médica é fantástica. Nada mais tedioso do que um consultório médico e essa forma de ocupar nosso tempo com informação é muito bem recebida. Como marinheira de primeira viagem, é sempre bom adquirir informações para mim e para minha filha – destacou Nayara, na companhia do marido Maurício de Oliveira, de 27 anos.

Inaugurado em maio de 2012, o Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, que é referência na realização de parto humanizado, completou quatro anos com a marca de mais de 18 mil partos realizados na unidade. Só no ano passado, 5.400 bebês chegaram ao mundo na maternidade.

A maternidade, que fica na Rua Moncorvo Filho, 67, integra a rede do Programa Cegonha Carioca, projeto pioneiro implantado em 2011, que tem como objetivo humanizar e garantir o melhor cuidado para mãe e para o bebê – desde o pré-natal até o parto, para reduzir a mortalidade materno-infantil e incentivar a realização de exames pré-natal.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

SUS oferece tratamento para quem deseja parar de fumar

cigarronoDepois de 22 anos como tabagista, a garçonete Eliete Alves da Costa Barros, 46 anos, decidiu que era hora de parar de fumar.
“Foi há 09 anos atrás que eu vi meu marido doente com problema no coração e decidi que era preciso tomar uma atitude. Fumar em casa estava prejudicando ele também.  Na época eu fumava duas cartelas e meia de cigarros todos os dias. Eu sentia muito cansaço e era um pigarro na garganta o tempo todo”, conta.
Quem fuma pode ficar dependente da nicotina, substância  tóxica presente no tabaco que provoca uma série de doenças graves e fatais, como vários tipos câncer e complicações cardiorrespiratórias.Essa dependência química causada pela nicotina do cigarro e outros produtos como cachimbo, charutos, narguilé e outros é reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde desde 1997.  Além da nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono também são exemplos das cerca de 4.720 substâncias tóxicas existentes na fumaça do cigarro que trazem risco à saúde.
O tabagismo ainda pode provocar o desenvolvimento de outras complicações, como tuberculose, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata.
Tratamento
No Brasil, existe desde 2004 um tratamento para ajudar as pessoas que querem parar de fumar, mas não conseguem. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde e nos Hospitais. Foi com esse apoio do SUS que  Eliete colocou em prática a vontade que tinha de deixar o vício:

“Sempre digo que exige muita força de vontade de quem fuma, mas o empenho do pessoal do posto médico foi fundamental. Eles insistiram comigo e isso fez diferença. Eu comecei o primeiro tratamento, não dei conta e desisti. Na segunda vez só que consegui. Ia aos grupos toda semana e tomei o medicamento durante pouco tempo”, explica a garçonete.
O tratamento completo disponível no SUS envolve métodos que vão desde o aconselhamento até o uso de medicamentos. O tabagista terá acesso a informações, reuniões de apoio, consultas para acompanhamento da saúde e acompanhamento psicológico, se necessário. Caso haja a indicação de apoio medicamentoso, está disponível a terapia de reposição de nicotina, goma de mascar, pastilha e cloridrato de bupropiona. O uso de medicamentos é um recurso adicional no tratamento e deve ser usado, se possível, juntamente com os serviços de apoio, embora eficazes se administradas separadamente. O uso desses medicamentos pode dobrar as chances de um fumante parar de fumar, mas só devem ser usados com acompanhamento profissional.
As informações sobre os locais de atendimento e horários disponíveis de tratamento podem ser encontradas nas unidades de atenção básica e nos hospitais próximos de casa ou do trabalho. O Disque Saúde no número 136 também oferece informações sobre como parar de fumar.
Decisão
O primeiro passo para abandonar o tabagismo é decidir, de forma concreta, quando será o primeiro dia sem cigarro. É importante fazer dessa data uma ocasião especial, com uma programação agradável para conseguir se distrair e relaxar.  Evite tomar essa decisão em situações que, no geral, possam induzir naturalmente a fumar , como uma festa com os amigos fumantes ou situações onde estará estressado ou ansioso.
“Eu ia nas reuniões, me informava, buscava ir ao médico pra ver como estava a minha saúde. Um conselho que dou pra qualquer pessoa que queira parar de fumar é que tenham força de vontade! Busquem apoio, ajuda, para ter forças”, reforça Eliete. 
 
 Para mais informações sobre Como Deixar de Fumar acesse:
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa-nacional-controle-tabagismo/tratamento-do-tabagismo
Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

quarta-feira, 8 de junho de 2016

08/06 - Reunião Científica Enfermagem Obstétrica UFRJ na MMABH


Hoje o Serviço de Epidemiologia da MMABH participou da Reunião Científica das Residentes de Enfermagem Obstétrica da UFRJ, com discussão sobre imunização em gestantes e puérperas. O diálogo foi direcionado para os benefícios do calendário de vacinação proposto pelo MS para as gestantes e o feto, e porque estas vacinas são utilizadas pelo serviço.