quinta-feira, 2 de junho de 2016

Estudo busca aprimorar vacina contra febre amarela

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Reconhecida pela sua eficácia, a vacina contra a febre amarela é produzida com a mesma tecnologia desde 1937: vírus atenuados são inoculados em embriões de galinha e, após se multiplicarem, são usados no imunizante. O processo de replicação viral permaneceu uma incógnita durante décadas. Foi investigando essa etapa que um grupo liderado por cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriu informações que podem ajudar a aprimorar o imunizante no futuro. Em um estudo publicado na revista científica internacionalPlos Neglected Tropical Diseases, os pesquisadores descrevem, pela primeira vez, quais tecidos e células dos embriões de galinha são responsáveis pela replicação do vírus. As descobertas podem contribuir para o aperfeiçoamento do método de fabricação da vacina, o que poderia substituir o uso de embriões de galinha por um sistema de cultura de células. Desta forma, a imunização poderia deixar de ser contraindicada para as pessoas com alergia grave a proteínas de ovo. Além disso, a mudança também representaria um avanço ético no que se refere ao uso de animais, na medida em que permitiria reduzir o emprego de embriões de galinha no processo de fabricação do imunizante.
Primeiro autor do artigo, o biólogo Pedro Paulo de Abreu Manso, do Laboratório de Patologia do IOC/Fiocruz, diz que os resultados são surpreendentes. “Em pacientes, o fígado é um dos principais órgãos acometidos nos casos de febre amarela grave. No entanto, nos embriões de galinha, este órgão não é afetado. Por outro lado, neste trabalho observamos que os vírus são produzidos principalmente nas células musculares esqueléticas, o que nunca tinha sido mostrado antes”, comenta o pesquisador. Na medida em que identifica os tecidos responsáveis pela replicação das partículas virais nos embriões de galinha, o artigo aponta um possível caminho para a produção da vacina em cultura de células. Segundo os cientistas, tentativas anteriores neste sentido não obtiveram sucesso na produção do imunizante. “Ainda são necessários muitos testes, mas utilizar células musculares, que são as principais células envolvidas na produção do vírus in vivo, pode aumentar as chances de sucesso na produção da vacina em sistema de cultura”, avalia Pedro Paulo.

Refutações e confirmações - Os resultados inesperados da pesquisa levaram os cientistas a questionar alguns mecanismos da doença. Por exemplo, a presença dos vírus nas células musculares poderia justificar um dos sintomas iniciais do agravo: a dor muscular, que geralmente é atribuída à resposta imune do organismo contra a infecção. “Assim como ocorre nos embriões de galinha, os patógenos podem afetar diretamente os músculos dos pacientes. Isso nunca foi investigado na febre amarela, mas já foi mostrado na infecção por chikungunya, que é causada por um vírus de uma família próxima”, afirma Pedro Paulo. Da mesma forma, a evolução da doença no fígado pode ter explicações diferentes das conhecidas até agora. Segundo as teorias atuais, células especializadas chamadas de células de Kupffer exerceriam um papel protetor, retardando a infecção das células mais importantes do órgão, conhecidas como hepatócitos. O estudo aponta justamente o contrário. Como no estudo foi usada uma fase do desenvolvimento em que os embriões de galinha ainda não possuem células de Kupffer e, mesmo assim, o fígado não foi afetado pelo vírus, os pesquisadores suspeitam que estas células possam atuar como um facilitador da propagação do patógeno no fígado.
Ao mesmo tempo em que alguns conhecimentos atuais foram questionados, outros foram reforçados. A produção de imagens inéditas confirmou a localização exata dos vírus da febre amarela nas células dos embriões de galinha. Usando uma técnica de microscopia de super-resolução, os pesquisadores mostram que as partículas virais são encontradas em uma organela celular chamada de retículo endoplasmático e em compartimentos conhecidos como vesículas de exocitose. De acordo com Pedro Paulo, as imagens ajudam a consolidar o conhecimento já existente sobre o ciclo da infecção dentro das células.
Conhecimento de interesse para o Brasil - O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores dos Laboratórios de Patologia e de Biologia Molecular de Flavivírus do IOC/Fiocruz com a colaboração do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Para os autores, encontrar formas de melhorar a vacina contra a febre amarela pode ser ainda mais importante no futuro. No ano passado, uma tecnologia criada por cientistas do IOC/Fiocruz e de Bio-Manguinhos/Fiocruz que permite usar este imunizante como base para elaborar vacinas contra diversas doenças recebeu a patente nos Estados Unidos. Atualmente, a metodologia é aplicada na busca de possíveis vacinas contra a Aids e a doença de Chagas. Além disso, as descobertas recentes podem ajudar a aperfeiçoar um produto de destaque no portfólio brasileiro de imunizantes: responsável pela produção da vacina contra a febre amarela desde 1937, Bio-Manguinhos/Fiocruz é o maior fabricante mundial e o único da América Latina certificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo da febre amarela também está na origem do Laboratório de Patologia do IOC/Fiocruz. A unidade é responsável pela Coleção de Febre Amarela, que reúne amostras de 498 mil casos da doença. Conservadas em formol, em blocos de parafina e em cortes histológicos corados em lâminas, as amostras de fígado de pacientes que morreram devido à infecção foram coletadas entre 1930 e 1970. Entre diversas contribuições para a ciência e a saúde, o estudo do material ajudou no mapeamento dos casos e na erradicação da forma urbana da febre amarela no Brasil alcançada entre 1933 e 1934.
Uma doença complexa - Por possuir um ciclo silvestre, a febre amarela é uma doença de difícil eliminação. Em áreas de floresta, mosquitos Haemogogus contraem o vírus causador da infecção ao sugar o sangue de macacos doentes e podem transmitir o patógeno para viajantes e pessoas que vivem nas imediações. No Brasil, a forma urbana do agravo foi eliminada em 1942, após epidemias que deixaram milhares de mortos no século XIX e no começo do século XX. No entanto, o risco de reintrodução é uma preocupação constante porque mosquitos do gênero Aedes – que já transmitem dengue, chikungunya e zika – também têm potencial de propagar a febre amarela.
Principal forma de prevenção, a vacina contra a doença faz parte do calendário nacional de imunizações em todas as áreas com risco de transmissão, o que inclui as regiões Norte e Centro-Oeste, além de trechos do Nordeste, Sul e Sudeste. Nestes locais, a primeira dose deve ser aplicada aos noves meses e a segunda, aos 4 anos. Quem nunca foi imunizado e pretende viajar para áreas com transmissão da doença deve consultar o site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para verificar a necessidade de imunização, que deve ser feita dez dias antes da data da viagem para garantir a proteção.
A maioria das pessoas que contrai febre amarela se recupera após três ou quatro dias, mas 15% dos pacientes desenvolvem formas graves, que podem levar à morte em 50% dos casos. Segundo o Ministério da Saúde, de 1999 a 2013, houve 405 registros de febre amarela grave no Brasil, com 182 óbitos. Os principais sintomas da infecção são febre alta, calafrios, dor de cabeça e dor muscular. Além disso, podem ocorrer náuseas, vômitos e diarreia. Nos casos graves, o fígado e os rins são afetados. Os pacientes apresentam olhos amarelados e sinais hemorrágicos, como sangramentos do nariz e gengivas. Uma vez que os sintomas iniciais da infecção se parecem com os de várias outras doenças, é importante que os pacientes relatem aos médicos seus históricos de viagem. Não existe tratamento específico para a febre amarela, mas os pacientes diagnosticados recebem terapia para controlar a desidratação e outros sintomas, como febre e dor.
Fonte: Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Vacinação durante a gravidez: proteção para a mãe e para o bebê

Logo após a confirmação da gravidez, a gestante deve procurar uma unidade básica de saúde para iniciar o pré-natal. O acompanhamento permite identificar e reduzir muitos problemas de saúde que podem acometer a saúde da mãe e da criança. Possíveis doenças e disfunções podem ser detectadas e tratadas precocemente.
A vacinação é parte fundamental deste cuidado. A imunização durante a gestação protege não somente mãe, mas também o bebê. A gravidez e a amamentação ajuda proteger a criança até ela poder começar a vacinação infantil.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde recomenda quatro vacinas neste período: a influenza; hepatite B; dupla adulto (difteria e tétano - dT); e a difteria, tétano e coqueluche (dTpa).
A bióloga Talytha Dias, de 29 anos, está grávida de 12 semanas de seu primeiro. “Descobri que estava grávida com cinco semanas e logo comecei o acompanhamento. Acho fundamental o cuidado, tanto com as consultas como com a vacinação, que faz com que a mãe se sinta mais segura em relação ao bem estar e saúde do bebê”, conta.
O esquema da vacinação depende do histórico de cada mulher e deve ser avaliado pelo profissional de saúde responsável pelo acompanhamento da gestação. A vacina de influenza, por exemplo, é aplicada durante a campanha nacional em qualquer momento da gravidez. A medicação contra hepatite B é aplicada em três doses após o primeiro trimestre. A dT também é administrada em três doses, com o intervalo de 60 dias entre elas. Já a dTpa é aplicada as 27ª e a 36ª semanas de gestação.
A vacina de difteria, tétano e coqueluche (dTpa) foi incorporada ao calendário de vacinação em 2014 e é fundamental para a redução da mortalidade dos recém-nascidos. Hoje, a coqueluche é um problema de saúde pública no mundo, devido ao seu aumento de casos nos últimos anos. No Brasil, 87% dos casos de coqueluche se concentram em crianças menores de seis meses. Isso acontece porque elas ainda não estão protegidas contra a doença, sendo mais suscetíveis. Dessa forma, as mães passam proteção aos seus bebês até que eles consigam cumprir o calendário completo de vacinação.
É claro que a vacinação não é o único ponto para a prevenção durante a gravidez. Além do acompanhamento médico, é fundamental que a futura mamãe cuide da alimentação e faça exercícios físicos para uma gestação tranquila e um bebê saudável.
PNI - O Programa Nacional de Imunizações do Brasil é uma referência internacional de política pública de saúde. O país já erradicou, por meio da vacinação, doenças de alcance mundial como a varíola e a poliomielite (paralisia infantil). A população brasileira tem acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O Brasil conta atualmente com mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas por todo território nacional, que aplicam por ano 300 mil imunobiológicos. Entre eles estão 27 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas, todos distribuídos gratuitamente com materiais seguros e de qualidade. Há ainda vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV, disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde
Foto: Image Point Fr/ Shutterstock

terça-feira, 17 de maio de 2016

ÚLTIMOS DIAS: Saiba por que as gestantes não devem deixar de se vacinar contra a gripe

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O balanço do Ministério da Saúde mostra que, até o dia 16 de maio, um milhão de gestantes foram imunizadas contra o vírus influenza. Esse número corresponde a 56 por cento, ou seja, pouco mais da metade do esperado. Esta é a menor cobertura entre os grupos prioritários. O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, reforça que a vacina é absolutamente segura para as gestantes e essencial para garantir a proteção à mãe e ao bebê.
“Alertamos as gestantes: se você não ama a você, ame principalmente a vida que traz no seu ventre, vacine-se e garanta a imunidade daquele que sozinho não consegue ainda ter vontade própria e depende de você”, Secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi.
Até o dia 16 de maio, mais de 35 milhões de pessoas já foram vacinadas contra a gripe em todo o país. O número representa 71 por cento do público-alvo que, além das gestantes, é composto também por mães no pós-parto, crianças de seis meses a menores de cinco anos, doentes crônicos, pessoas com deficiências, idosos e trabalhadores da saúde. Todos os estados já contam com 100% das doses da vacina, como explica o secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi.
“Nós temos vacina suficiente para todo o público-alvo e até o dia 20, alcançaremos as nossas metas. Para esta população, que na nossa estimativa chega a 49 milhões de pessoas, enviamos 54 milhões de doses a todos os estados”.
Os estados do Paraná, São Paulo, Amapá, Espírito Santo e o Distrito Federal já bateram a meta de vacinação do público-alvo. A campanha de vacinação contra a gripe acontece até a próxima sexta-feira, dia 20 de maio.
Reportagem: Anderson Andrade - Blog da Saúde

terça-feira, 3 de maio de 2016

VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE: Entenda se você faz parte do grupo prioritário

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A definição de quem vai ser vacinado prioritariamente numa campanha no Brasil é uma decisão respaldada em bases técnicas, científicas, conhecimentos sobre a transmissão da doença em cada região e faixa etária, assim como os riscos que essa população pode correr caso não seja imunizada. A análise leva em conta todos as estados e o Distrito Federal, regiões onde grupos podem ser mais afetados, frequência e proporção de casos, mortalidade, gravidade dos casos, entre outros aspectos.
Do resultado dessa análise, de 30 de abril a 20 de maio, o Brasil está voltado à vacinação contra a influenza. A infecção  que é também conhecida como gripe é responsável por um grande número de internações hospitalares no país. Com a vacinação, espera-se que o mínimo de pessoas possíveis contraiam a infecção, diminuindo também seus desfechos mais graves que podem levar até a morte.  
Confira aqui se você se encaixa no grupo prioritário que pode ser vacinado:
Crianças de 6 meses a menores de 5 anos – Todas as outras que ainda não completaram os 5 anos, que tiverem de seis meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias, poderão ser levadas a Unidade de Saúde para tomar a dose. As crianças que já tiverem completado 5 anos não poderão tomar a vacina na rede pública.
Crianças que vão tomar a vacina pela primeira vez esse ano, devem tomar uma dose de reforço 30 dias após receberem a primeira dose.
Gestantes - A vacinação das grávidas poderá ser feita em  qualquer idade gestacional, ou seja, desde a descoberta da gestação até as 40 semanas.
Puérperas -  Até 45 dias após o parto, as mães poderão tomar a vacina da influenza, sem a necessidade de aguardar qualquer intervalo após o parto.
Trabalhador de saúde - A vacina está indicada para todos os trabalhadores de saúde da rede pública ou privada: médicos, enfermeiros, funcionários de outros serviços administrativos ou gerais das Unidades de Saúde. Os estudantes de qualquer área da saúde só poderão se vacinar se estiverem atuando nos serviços de saúde (estagiários, por exemplo).
Povos indígenas – Indígenas em qualquer faixa etária e que residam no país.
Indivíduos com 60 anos ou mais de idade -  Completou 60 anos, pode procurar a Unidade de Saúde.
População privada de liberdade – Nesse grupo estão todas as pessoas que estejam cumprindo pena no sistema prisional brasileiro.  Estão incluídos nesse grupo também os adolescentes e jovens, de 12 a 21 anos de idade, sob medidas socioeducativas.
Funcionários do sistema prisional – Todas as pessoas envolvidas no funcionamento do sistema prisional brasileiro, incluindo guardas,  seguranças e cargos administrativos em presídios.
Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais – Todas as pessoas que se encontrarem nesse grupo deverão levar a Unidade de Saúde uma prescrição médica solicitando a vacinação contra a influenza. O documento precisa vir com justificativa e deve estar assinado por um médico.
Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem se dirigir aos postos que estão cadastrados para receberem a vacina. Pacientes que são atendidos na rede privada ou conveniada também devem buscar a prescrição médica com antecedência, junto ao seu médico assistente, devendo apresentá-la nos postos de vacinação durante a realização da campanha de vacinação de 2016.
Segue a lista de doenças que fazem parte do grupo de doenças crônicas não transmissíveis e condições clínicas especiais:
Categoria de risco clínico
Indicações
Doença respiratória crônica
Asma em uso de medicamentos (corticóides inalatório ou sistêmico)
Doença pulmonar obstrutiva crônica;
Bronquioectasia;
Fibrose Cística;
Doenças Intersticiais do pulmão;
Displasia broncopulmonar;
Hipertensão arterial Pulmonar;
Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade.
Doença cardíaca crônica
Doença cardíaca congênita;
Hipertensão arterial sistêmica;
Doença cardíaca isquêmica;
Insuficiência cardíaca.
Doença renal crônica
Doença renal nos estágios 3,4 e 5;
Síndrome nefrótica;
Paciente em diálise.
Doença hepática crônica
Atresia biliar;
Hepatites crônicas;
Cirrose.
Doença neurológica crônica
Condições em que a função respiratória pode estar comprometida pela doença neurológica;
Considerar as necessidades clínicas individuais dos pacientes incluindo: AVC, Indivíduos com paralisia cerebral, esclerose múltipla, e condições similares;
Doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular;
Deficiência neurológica grave.
Diabetes
Diabetes Mellitus tipo I e tipo II em uso de medicamentos.
Imunossupressão
Imunodeficiência congênita ou adquirida
Imunossupressão por doenças ou medicamentos
Obesos
Obesidade grau III.
Transplantados
Órgãos sólidos; Medula óssea.
Portadores de trissomias
Sídrome de Down, Sídrome de Klinefelter, Síndrome de Wakany, dentre outras trissomias.
    Fonte: Informe Técnico Campanha Nacional contra a Influenza. Ministério da Saúde, 2016.

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/entenda-o-sus/50930-vacinacao-contra-a-gripe-entenda-se-voce-faz-parte-do-grupo-prioritariohtml.html